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A DANÇA E O MOVIMENTO PROFÉTICO
O movimento profético na dança é fruto de uma total entrega ao Senhor e de intimidade com
Sua pessoa, e Sua personalidade, de uma maneira tal que nos “fundimos a Ele”. Assim, tornando-nos com nosso Mestre
uma só peça que traz na sua plenitude o discurso corporal da vontade de Deus!
Descrevemos aqui algo sobre a vida de
Isadora Duncan; uma artista inigualável do início do século passado. Isadora serviu a falsos deuses, embora sua vontade fosse
exatamente de entregar-se e ser, através de seu corpo e movimento, um instrumento profético, dos deuses a quem serviu. É interessante
contextualizar que o século XX, quando viveu Isadora, começa seu caminho abrindo mão de tudo já existente. Foram-se os corsets,
bloomers (certos tipos de calções que os homens vestiam), anáguas (ou saias de baixo), sapatilhas com ponteiras e a moralidade
da Era Vitoriana. Chegou o amor livre, compromissos “livres”, transporte livre, tudo livre... A sociedade contemporânea
começa a fluir com a dança do povo. Em 1907, Rudolf Van Laban surge como contemporâneo da dança moderna. Seu interesse era
o propósito espiritual da dança! Uma de suas seguidoras chamava-se Isadora Duncan.
Nascida em 1878 na Califórnia,
desde pequena Isadora queria dançar da sua própria maneira. Com o encorajamento da mãe, a família se mudou para Nova Iorque
e mais tarde para a Europa, buscando os anseios de Isadora sobre a dança. Quando se tornou mais velha, ela percebeu sua capacidade
única e decidiu que somente a Grécia Helênica trazia a chave para sua carreira. Mudou-se mais uma vez, dessa vez para a Grécia,
em 1903. Aos 25 anos, Isadora vivia no topo de um monte próximo de Atenas. Ela necessitava estar próximo a um templo para
os deuses gregos e queria ter seu próprio anfiteatro... Seu desejo era viver como a velha Grécia vivia.
Ao examinarmos
a cultura grega, a glorificação do corpo e da alma predomina. A adoração a deuses e a prostituição nos templos prevaleciam.
Isadora desprezava o ballet estruturado e se auto denominava uma “poetisa em movimento”. Ela não se denominava
uma artista de teatro, pois amava dançar em igrejas, jardins, festas e templos. Isadora buscou a expressão divina do espírito
humano, e se seguisse seu instinto, acreditava que poderia se transformar na própria natureza. Então ela se tornaria o mar,
o vento, as nuvens, o céu. Ela amou mais a criatura que o Criador.
“Por isso Deus entregou tais homens à
imundícia, pelas concupiscências de seu próprio coração, para desonrarem seu corpo entre si; pois eles mudaram a verdade de
Deus em mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do Criador, o qual é bendito eternamente. Amém.” Romanos 1:
24,25
Ela admitia que a produção artística da dança era fácil para ela. Ela afirmava receber e se relacionar com
os espíritos. Ela ouvia uma melodia do “outro mundo” e através de orações e meditação, criava uma dança. Ela se
comunicava em termos de movimento. Ela não podia imaginar usar seu instrumento, seu corpo, numa maneira tão restrita como
o ballet. Sua dança trazia vida e expressão. Qualquer impressão que ela recebesse, ela dançava. Ela dançava com total abandono,
e era vista por muitos como se estivesse flutuando ao brilho do sol, com seus pés raramente tocando o solo. Entretanto, sua
vida foi uma tragédia moral e de corrupção. A adoração a ídolos deixa alguém sem entendimento, uma vítima da confusão. Triste
ver alguém ao mesmo tempo tão dedicada e tão perdida!
“Por que para mim curvei Judá como um arco e o enchi
de Efraim; suscitarei a teus filhos, Ó Sião, contra teus filhos, Ó Grécia! E te porei, Ó Sião, como a espada de um valente.”
Zacarias 9: 13
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